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Equipamento
destinado normalmente a alimentar cargas em Corrente Contínua, nomeadamente
centrais telefónicas, e que simultaneamente mantêm baterias carregadas,
em tampão.
Quando falta a rede eléctrica, as baterias mantêm o equipamento alimentado.
A tensão de saída deve ter um tremor de acordo com as normas CCITT.
Ver Carregador;
Rectificador.
Tempo
durante o qual uma UPS ou um Alimentador conseguem manter em funcionamento,
após falha da rede eléctrica, uma carga com a potência máxima especificada
(ou uma dada percentagem desta, por exemplo 80%).
Este tempo aumenta quando a carga diminui, e depende da capacidade (em
Ah) das baterias instaladas.
Dispositivos
capazes de, à custa de reacções químicas, armazenar energia eléctrica.
Ao contrário das pilhas, podem sobrecarregadas diversas vezes. Nas UPS,
usam-se correntemente baterias de chumbo ácido (outras tecnologias são
mais caras), seladas (não derramam o electrólito, nem precisam de manutenção),
para aplicações estacionárias (as baterias de automóvel, não são adequadas).
Estas baterias têm um tempo de vida médio de 3 a 5 anos, conforme a
temperatura ambiente e o número de ciclos de carga-descarga (de 100
descargas totais a 1000 descargas parciais).
Dispositivo que assegura um caminho alternativo para a alimentação eléctrica.
By-Pass que utiliza, para a transferência de energia eléctrica, dispositivos de estado sólido (Thyristors, Triacs, Transístores). Numa UPS são usados para aumentar fiabilidade global do equipamento, assegurando a alimentação da carga pelo sector, em caso de falha do Ondulador, ou de sobrecarga violenta. Dependendo da construção, a transferência entre Ondulador e rede eléctrica é feita sem interrupção.
By-pass
que é normalmente usado para fins de manutenção. permitindo que a carga
seja alimentada directamente pela rede eléctrica, com a UPS desligada
(e.g., substituição de baterias, limpeza).
Pode existir em unidades com ou sem By-pass Estático.
Equipamento destinado a carregar baterias. Existem vários tipos: carregadores simples domésticos para carregar baterias de automóvel; carregadores de tracção, para carregar baterias de empilhadores eléctricos; Carregadores / Alimentadores para telecomunicações.
Ver Alimentador, Rectificador.
Corrente que tem, alternadamente, um valor positivo, e negativo. Normalmente (rede eléctrica pública) tem a forma sinusoidal.
Corrente com um só sentido, caso da corrente de carga e de descarga das Baterias.
No caso das UPS, valor máximo eficaz (RMS) da corrente consumida ao sector. Interessa para a selecção de dispositivos técnicos de protecção, como fusíveis e disjuntores rnagnetotérmicos, e dimensionamento do quadro eléctrico.
No caso das UPS, valor máximo eficaz (RMS) da corrente que pode ser fornecida à carga. Este valor não é normalmente especificado, mas sim, em seu lugar a potência em W ou em VA.
Ver Factor de Potência.
Relação
entre o valor eficaz (RMS) do conteúdo em harmónicas e o valor total
eficaz da função periódica não sinusoidal.
No caso das UPS, traduz o afastamento da forma da tensão de saída, em
relação à sinusóide perfeita. Os valores típicos, para cargas resistivas,
variam entre 1 e 5%.
Equipamento electrónico ou electromecânico (com variação motorizado), destinado a corrigir os desvios, sobretensões e subtensões, da tensão da rede, em relação ao valor nominal.
Iniciais
de Interferência Electromagnética (em inglês -ElectroMagnetic
Interference).
Refere-se às perturbações de alta frequência que os equipamentos geram,
quando funcionam.
Se a corrente
de uma carga for sinusoidal, e não houver desfasamento entre a tensão
e a corrente (caso de uma
lâmpada de incandescência), a potência consumida é dada pelo produto
(V e I em valor eficaz):
![]()
Se a corrente de uma carga for sinusoidal, e houver desfasamento entre a tensão e a corrente (caso de uma lâmpada fluorescente), a potência consumida é dada pelo produto da tensão pela Corrente Aparente (a corrente que se mediria se se intercalasse um amperímetro), vezes o coseno do ângulo de desfasamento Ø:
![]()
Por exemplo, se a corrente medida for de 1A, e o ângulo de desfasamento for de 45°, a que corresponde um cos (45°) = 0.707, então temos:
P.A. = 230V x 1A = 230 VA
No entanto, a Potência Activa, ou seja, o consumo real em Watt, será:
P = 230V x 1A x 0.707 = 162.6 W
No caso da carga ser a fonte de alimentação de um computador, por exemplo, a corrente não é consumida sinusoidalmente, mas sim de modo pulsante, na crista, na sinusóide. Neste caso não é correcto falar-se em cos Ø, mas sim em Factor de Potência, ficando então:
Quer o
cos Ø, quer o FP, são iguais ou inferiores à unidade. Quer isto dizer
que, quanto mais pequeno for este valor, mais
corrente tem de ser fornecida, para a mesma potência consumida.
No caso das UPS, é típico considerar-se um FP de 0.7, pelo facto de os computadores apresentarem consumos com um FP de 0,7, chegando mesmo a 0.6.
São diversos
os tipos de perturbações que a rede eléctrica pode ter.
Vamos definir as principais.
Número
de vezes, por segundo, que a tensão da rede evolui ao longo do seu ciclo
de repetição.
Chama-se ciclo ao menor intervalo de tempo onde se observam todos os
valores instantâneos da tensão atrás referida. A unidade de medida é
o Hz -Hertz - que corresponde ao número de ciclos por segundo. A frequência
da rede é mantida com tolerância apertada em torno dos 50 Hz {no Continente).
Número de vezes, por segundo, que a tensão da rede evolui ao longo do seu ciclo de repetição. A frequência de saída nominal é normalmente igual à da rede eléctrica da entrada. A tolerância da frequência de saída depende dos equipamentos, sendo normalmente igual ou maior que 50 Hz ±1%.
Em casos especiais, em que o equipamento a alimentar necessite de uma frequência diferente da da rede local, pode-se usar uma UPS para gerar essa frequência na saída, e permitir a utilização desse equipamento.
Ver Falha de Rede.
Ver Protecção Mecânica.
Ver Segurança.
A rede
eléctrica não fornece uma tensão perfeita, isenta de problemas (ver
Falha de Rede).
Para se evitar os efeitos do Ruído Eléctrico, bem como de diferenças
de tensão que aparecem entre pontos distantes da mesma instalação, devido
ao consumo dos equipamentos a ela conectados, recorre-se ao Isolamento
Galvânico.
Consiste na transferência de energia eléctrica entre dois pontos, mas
sem ligação por fios. O dispositivo eléctrico simples capaz de assegurar
o Isolamento Galvânico é o transformador.
Algumas UPS também asseguram o Isolamento
Galvânico entre a entrada da rede, e a saída para a carga.
Ver Segurança.
A UPS pode
ser submetida a um curto-circuito na saída, sem que fique danificada.
, nem fundam quaisquer fusíveis.
Normalmente, após a remoção do curto-circuito e passados poucos segundos,
a UPS inicia o seu funcionamento normal.
Quando
as Cargas consomem correntes elevadas durante o instante em que são
ligadas, e/ou no pico da sinusóide, como é o caso dos computadores,
é necessário fornecer durante um curto espaço de tempo toda a energia
que será consumida até ao próximo pico de tensão.
Devido a este facto, a corrente instantânea poderia atingir valores
destrutivos para a UPS. Existe pois uma protecção electrónica que limita
a corrente máxima instantânea, corrente esta que é varias vezes superior
à corrente que seria consumida por uma carga linear , como uma lâmpada.
Ver Limitação de Potência Activa, Potência de Pico Repetitiva.
Como as
cargas típicas têm um Factor de potência inferior à unidade, a limitação
da corrente de saída não é suficiente.
Existe em algumas unidades mais sofisticadas uma limitação electrónica
da Potência Activa máxima. Na maior parte das UPS, essa limitação
é feita por fusíveis ou por disjuntores.
Ver Limitação da Corrente
Instantânea.
Ver Falha de Rede.
O mesmo que Onda Quadrada.
É a forma
de onda mais usada e tipica nas unidades off-line. Como a figura mostra,
tem três patamares de tensão (tensão positiva; 0 Volts e tensão negativa).
É uma onda mais fácil tecnologicamente e mais económica de gerar que
a onda sinusoidal.
Esta forma de onda gera frequências elevadas (harmónicos), que aquecem
os motores eléctricos e os transformadores, e não mantêm, normalmente,
a mesma relação entre o valor eficaz - RMS
-que deveria , ser de 230 VAC e o valor de pico, que deveria ser 325
V.
Esta forma de onda, no sentido de confundir o consumidor , recebe, de
alguns fabricantes, uma série de designações abusivas:
Onda cuja
forma é a de um seno (ver figura). A tensão eficaz - RMS
- da rede eléctrica pública é de 230 V AC e o valor de pico (tensão
na crista da onda) de 325 VAC.
Equipamento
que gera tensão alterna a partir de uma tensão contínua.
Utiliza-se para alimentar equipamentos que funcionam com 230 V AC em
instalações fixas, em que a tensão geral de alimentação é contínua,
seja para garantir a permanência de alimentação em aplicações criticas,
como telecomunicações, centrais telefónicas, etc., seja porque a fonte
de energia gera Tensão Continua, como nas aplicações de energias alternativas,
como a eólica e a solar. Em aplicações móveis, utiliza-se para, a partir
de uma Bateria de 12 V, por exemplo, a Bateria do automóvel, alimentar
equipamento de medida, ou a bordo de barcos, camionetas, etc., equipamentos
diversos como vídeos e balanças electrónicas.
Ver Falha de Rede.
Ver Factor de Potência.
Ver Factor de Potência.
As cargas
que tem fontes de alimentação comutadas, consomem a corrente de modo
pulsado, apenas no pico da Onda Sinusoidal.
A UPS ou o Ondulador têm de conseguir durante esse curto espaço de tempo,
fornecer toda a energia que é consumida ao longo de todo o meio ciclo.
Essa corrente de pico é muito superior (cerca de três vezes) à corrente
que corresponderia à mesma potência se fosse consumida de modo sinusoidal,
como no caso de uma lâmpada.
Ao produto da tensão de pico pela corrente de pico, chama-se Potência
de Pico Repetitivo (uma vez que se repete todos os meios ciclos).
Se a UPS não tiver a capacidade de fornecer uma Potência de Pico Repetitivo
elevada, a tensão da sinusóide é muito truncada na crista, não alimentando
adequadamente a carga.
Ver Limitação de Corrente Instantânea.
Ver: Limitação Potência Activa, Limitação Corrente Instantânea, Limitação Contra Curto-Circuitos
O Índice
de Protecção IP, define a protecção da caixa do equipamento.
O primeiro número define a dimensão máxima do corpo que pode penetrar
na caixa, o segundo define o comportamento em relação a líquidos, e
o terceiro número (raras vezes usado), a energia de impacto.
Primeiro digito protecção contra contactos directos e entrada de
corpos externos:
Segundo dígito protecção contra a penetração de líquidos: .
Terceiro dígito energia de impacto de um corpo:
|
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Massa do corpo (Kg) | Altura da queda (cm) |
| 0 | 0 | 0 |
| 1 | 0.15 | 15 |
| 3 | 0.25 | 20 |
| 5 | 0.5 | 40 |
| 7 | 1.5 | 40 |
| 9 | 5 | 40 |
Assim, IP20 significa que não penetram corpos (esféricos) com dimensão superior a 12 mm (caso dos dedos da mão) de diâmetro, e não pode haver projecção de água.
Dispositivo
electrónico ou mecânico (termostato) destinado a proteger um equipamento
em caso de excesso de temperatura (ventilador avariado ou ranhuras de
ventilação obstruídas, temperatura ambiente elevada, etc.).
Normalmente a protecção actua desligando o equipamento.
Iniciais
de Pulse Width Modulation - Modulação por Largura de Impulso.
Técnica usada, no âmbito da electrónica de potência, para gerar uma
Onda Sinusoidal, usando-se vários impulsos por cada meio ciclo, de largura
variável (mais pequeno no início da sinusóide, sucessivamente mais largos
até ao pico da sinusóide, e depois cada vez mais curtos).
Em algumas UPS's, por cada meio ciclo, são usados 256 impulsos, que
após serem filtrados, geram uma sinusóide com Distorção inferior a 1%.
Equipamento
que rectifica a tensão da rede eléctrica, ou seja, transforma a tensão
alterna em tensão continua. Embora os termos Rectificador, Alimentador
e Carregador sejam, por vezes, usados indiscriminadamente, já que todos
estes equipamentos rectificam a tensão da rede, os equipamentos são
muito diferentes. O termo Rectificador aplica-se mais correctamente
aos dispositivos usados, por exemplo, em galvanoplastia, para correntes
que atingem milhares de amperes, mas sem grande exigência na filtragem
(pureza) da tensão fornecida.
Ver Alimentador, Carregador.
Relação
entre a energia que o equipamento fornece à carga, e a energia que consome
da rede. Por exemplo, se uma dada UPS alimenta uma carga de 400W, e
tem um rendimento de 80%, consome da rede 400 / 0.8 = 500W.
Isto significa que a UPS dissipa, ela própria, 100W para o ambiente.
Ver Tensão de Tremor.
Iniciais
de Root Mean Square.
Designa o Valor Eficaz de uma grandeza (tensão, corrente, etc.). No
caso de uma onda sinusoilal, corresponde ao valor de pico (325 V) a
dividir por raiz quadrada de 2 (1.414).
O valor obtido (230 V AC) é o valor que fornece a mesma energia (por
exemplo, a uma lâmpada), que se a tensão fosse contínua e não sinusoidal,
com o valor constante de 230 V.
Ver Falha
de Rede.
Qualquer aparelho eléctrico deve ser inofensivo ao utilizador. Para tal a sua concepção deve garantir padrões de segurança que envolve não só aspectos eléctricos (eliminar perigos de electrocussão) como aspectos técnicos e mecânicos (temperaturas elevadas, estabilidade mecânica, etc.). Todos estes aspectos estão definidos em normas de segurança, destacando-se a IEC950.
Ver Falha de Rede.
Ver Falha de Rede.
Este termo
inglês designa, na linguagem corrente, uma tecnologia utilizada em conversores
de energia. .Para se transferir energia eléctrica através de um transformador,
este pode funcionar a 50 Hz, frequência da rede, ou a alta frequência,
por ex. superior a 20.000 Hz (20 kHz), usando-se componentes electrónicos
para obter essa frequência elevada. As vantagens desta tecnologia são
o reduzido tamanho e peso, o silêncio (o ruído acústico que gera é inaudível),
e o baixo custo.
A desvantagem que tem consiste na complexidade superior do projecto.
Tempo que a unidade (UPS, Alimentador , Estabilizador), após uma alteração brusca de consumo na saída, leva a corrigir a alteração momentânea da tensão, dentro de certos valores.
No caso
de unidades off-line, é o tempo que medeia entre a falha da rede, e
a reposição de tensão na saída, gerada pelo ondulador . Deve ter em
atenção o tempo de detecção da falha da rede, somado ao tempo de comutação
do dispositivo utilizado (relé ou outro). O caso inverso, passagem ondulador
> rede, é menos crítico. No caso de unidades on-line com by-pass,
o tempo de transferência é nulo, pois a comutação entre ondulador >
rede, e vice-versa, é assegurada por componentes de estado sólido (thyristors),
cuja comutação é, para todos os efeitos práticos, instantânea. Tensão
Alterna: Tensão que tem, alternadamente, um valor positivo, e negativo.
Normalmente (rede eléctrica pública) tem a forma sinusoidal. A tensão
da rede pública varia conforme os países: 100 V AC' Japão; 240 V AC'
Inglaterra; 230 V AC para a Europa e nos EUA é de 110 VAC.
A frequência na Europa é de 50 Hz, e nos EUA de 60 Hz. Em aplicações
especiais, e.g., aviões, a frequência é de 400 Hz, e certos computadores
necessitam de 415 Hz.
Ver Frequência e Onda Sinusoidal.
Ver RMS admitido na entrada (valor nominal, e limites superior e inferior), e que permite que o equipamento funcione sem alterações das performances.
Valor RMS da tensão gerada pelo equipamento (valor nominal e tolerância), em condições diversas de carga (por exemplo entre 0 e 100 %, ou só entre 50 e 100%), tensão da rede, e tensão das baterias.
Em inglês Ripple. Tensão Alterna normalmente de valor reduzido, que se encontra somada à Tensão Contínua, no caso de Alimentadores e Rectificadores.
Unidades de Alimentação Ininterrupta. Equipamentos destinados a manter cargas críticas (computadores, centrais telefónicas, equipamento de medicina, etc.) permanentemente a funcionar , durante uma falha de rede.
Uninterruptible Power Supply. O mesmo que UAI.
Ver RMS.
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