Sistemas VDSL

À medida que mais pessoas compram computadores e criam redes domésticas, a demanda por ligações em banda larga (alta velocidade) aumenta progressivamente. A tecnologia ADSL (Asymmetric Digital Subscriber Line), domina actualmente o sector.

Embora esta tecnologia permita ligações à Internet muitas vezes mais rápidas que um modem de 56K, ela ainda não é suficientemente rápida para suportar a integração de serviços como sejam a televisão digital e o “vídeo-on-demand”.

O serviço telefónico limita as frequências a que os comutadores, telefones e outros equipamentos podem trabalhar, no entanto, a voz humana, falando em tom normal de conversa, pode ser transportada numa faixa de frequências de 400 a 3400 Hertz (ciclos por segundo) e, na maioria dos casos, os cabos telefónicos têm capacidade para o transporte de frequências de até vários milhões de Hertz.

Os modernos equipamentos que enviam dados digitais podem seguramente usar muito mais da capacidade da linha telefónica e é exactamente isso que o DSL (Digital Subscriber Line) faz.

VDSL ou VHDSL (Very-high-bit-rate Digital Subscriber Line) é uma tecnologia DSL (Digital Subscriber Line) que proporciona maior rapidez na transmissão de dados através de um par de fios de cobre simples, trançado ou sem torção.

Dadas as grandes velocidades que proporcionam, os sistemas VDSL são capazes de suportar aplicações que utilizam grande largura de banda, como o HDTV, bem como serviços de telefonia (voz sobre IP) e acessos Internet, sobre uma única ligação.

Os sistemas VDSL são implementados sobre redes de cabos telefónicos já existentes e normalmente utilizadas para linhas/extensões telefónicas analógicas e ligações DSL de baixa velocidade.

A segunda geração de sistemas VDSL, os sistemas VDSL2, utilizam larguras de banda até 30 MHz, proporcionando taxas de transmissão de dados superiores a 100 Mbit/s em ambos os sentidos em simultâneo: upstream e downstream. A taxa de transmissão máxima é atingida em distâncias até cerca de 300 metros de cabo; o desempenho degrada-se com o aumento da distância e consequente atenuação do sinal.

Actualmente, o VDSL utiliza até 7 bandas de frequências diferentes, o que permite a personalização de taxa de transmissão de dados de upstream e de downstream, dependendo da qualidade do serviço pretendida e da regulamentação do espectro.

A especificação para a primeira geração de sistemas VDSL permitia a modulação dos sinais tanto em QAM (modulação de amplitude em quadratura) como em DMT (modulação discreta em multi-tom). Em 2006, a ITU-T padroniza o VDSL na recomendação G.993.2, a qual especifica que só a modulação DMT pode ser utilizada nos sistemas VDSL2.

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